“A condição juvenil dos jovens trabalhadores da Cruz Vermelha Brasileira no campus Pampulha da UFMG”

 

Esta dissertação é resultado de uma pesquisa realizada com jovens da Cruz Vermelha Brasileira (CVB) que trabalham na Universidade Federal de Minas Gerias (Campus Pampulha). O presente estudo buscou analisar a condição juvenil dos jovens trabalhadores tentando compreender especificamente as possíveis repercussões do trabalho nas suas vivências escolares e a construção de projetos de futuro dos jovens trabalhadores. O referencial teórico usado nesta pesquisa pautou-se em reflexões da sociologia da juventude e da sociologia da educação. A investigação baseou-se numa abordagem quantitativa mesclando-a com técnicas próprias da pesquisa qualitativa, tendo em vista o objetivo de compreender como é a condição juvenil dos jovens da CVB, especialmente atravessada pela realidade do trabalho. Para tanto, utilizamos diferentes instrumentos de coletas de dados. Inicialmente realizamos uma sistematização dos cadastros para localizarmos os jovens e seus locais de trabalho dentro do campus. Já a observação ocorreu no período de um ano, uma vez por semana, durante a realização de um projeto desenvolvido com 40 jovens, mas também realizamos paralelamente observações do cotidiano dos jovens nas diferentes unidades que trabalhavam. O questionário foi aplicado pela pesquisadora para 149 jovens trabalhadores, o que potencializou o uso do instrumento, pois foi possível coletar dados que ultrapassaram as questões e/ou complementavam as mesmas. Dentre os apontamentos da pesquisa, evidenciamos que a condição juvenil é marcada pela ambiguidade que o espaço de trabalho apresenta. O perfil do jovem trabalhador é marcado por situações de trabalho, geralmente de rotina, incertezas diante dos projetos de futuro e a condição juvenil e de estudante é circunscrita pela condição de trabalhador. A escola configurou-se como um local para se ter melhores empregos, ou seja, garantia de um futuro melhor. Assim a valorização da escolarização remete ao que a maioria traduz como possibilidade de “melhorar de vida”. Quanto aos projetos de futuro, podemos ressaltar que estes dialogam ora com a continuidade de estudos, ora com a busca de melhores inserções no mercado de trabalho, ambos vistos como possibilidades de retribuição à família. Por fim, podemos dizer que o trabalho no Brasil, assim como a escola, “faz” juventudes, trazendo marcas ambíguas para a vivência da condição juvenil.

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Keywords: Condição juvenil, escola, Projeto de Futuro, trabalho
Categories: Dissertação, Produção, Produção Científica